Por que eu sou assim? Por grande parte da minha vida eu fui assim e não quero mais ser. A pessoa chata. A pessoa que não gosta de ninguém. A pessoa que sempre vai criticar tudo e todos.
Eu não tenho amigos. Eu não tenho pessoas que gostem de mim, que procurem saber como eu estou e que eu queira realmente sair para ter algum tempo junto. Não tem ninguém... Eu já nem sei quanto tempo faz que eu passo meus finais de semana em casa. Não tenho ninguém para chamar pra sair. Eu não consigo fazer amigos e manter os antigos.
Eu estou sempre irritada. Normalmente eu acordo e penso "Hoje será um bom dia! Eu estou me sentindo bem." e assim que levanto da cama, começo a gritar com alguém.
Eu tenho raiva, muita raiva o tempo todo. Raiva das pessoas, da forma como pensam, do que falam e como agem. Acho que todos são completamente idiotas e é meu dever contar isso a elas para fazer do mundo um lugar melhor com menos idiotas. Todos os dias tem ao menos uma pessoa que se mostra completamente idiota e eu preciso ir dizer a ela o quanto eu achei que ela foi completamente idiota e o quanto ela me irrita por isso.
Eu não queria ser assim... por um lado eu ainda acho que é meu dever contar para as pessoas que elas estão erradas quando eu acho que estão erradas, mas por outro lado, eu não quero mais inimigos. Eu quero paz. Eu quero viver em paz e quero que as pessoas gostem de mim.
Eu me olho no espelho e me vejo uma moça jovem, bonita, com cara de quem pode ser simpática. Se eu sorrir, eu até quero ser minha amiga. Logo eu penso "quando eu abrir a boca, ninguém mais vai achar isso... nem eu mesma". Por que minha mente é assim? Por que eu vivo esse inferno dentro de mim? É um inferno flamejando dentro de mim todos os dias e eu quero vomitar minha ira nas pessoas, ou até em mim mesma.
Eu não me deixo em paz, como não deixo mais ninguém em paz. Se eu não interagir com nenhuma pessoa para que eu pense que outra pessoa é idiota, eu me volto contra mim. Eu julgo tudo que eu faço, cada detalhe e faço questão de dizer para mim mesma como eu sou inútil em tudo o que eu faço, que eu sou uma idiota completa e que nunca vou conseguir fazer nada direito. Eu vivo um inferno dentro de mim.
Amei, sim, um dia. Amei apenas uma pessoa e achava que nem mesmo isso fosse possível. Achava que eu não podia amar ninguém e quando amei, provei que estava certa. Eu não posso amar ninguém. O amor se mostrou mais uma fonte de inspiração ao meu inferno interior. Eu não podia deixar em paz nem a mim e nem a pessoa que eu amava. Vivíamos um inferno. Amar era apenas mais uma inspiração para a minha ira se manifestar, crescer e ser atirada sobre a outra pessoa. Momentos terríveis... amar... pra que?
Fico pensando o que será de mim no futuro... uma pessoa sozinha, triste, que odeia tudo e a todos. Quando eu era criança (como eu disse, faz tempo que sou assim), minha mãe dizia que eu acabaria sozinha na vida, sem ninguém para cuidar de mim e que meus filhos me colocariam em um asilo para eu morrer porque ninguém aguentaria ficar perto de mim. Ela dizia isso quando eu jogava minha irá sobre a minha irmã. Ainda hoje jogo minha ira sobre os meus irmãos. Apesar de amá-los, eles são alvo do meu inferno interior.
Não é fácil ser a pessoa que convive comigo. Ser a única pessoa que não pode simplesmente sair de perto. Se eu fosse outra pessoa, eu também me abandonaria. Eu não culpo as outras pessoas que se afastaram. Eu também me afastaria desse inferno se pudesse. Eu realmente queria saber o que fazer para mudar isso.
Eu não aguento mais ser assim. É dormir e acordar sabendo que cada dia será ruim. Todos os dias, não importa o que eu faça ou tente fazer, todos são ruins. Eu tento me apegar ao futuro. Penso em um futuro que eu ainda não conheço em que aconteceu alguma coisa que fez tudo mudar. Um futuro onde eu tenho paz todos os dias e sou feliz. Eu quero um dia em que eu me sinta bem comigo mesma e que não queira criticar todas as coisas. Eu quero um dia para respirar aliviada, não gritar, não querer bater e não ter raiva. Quem sabe até ter alguém que eu possa amar em paz...
Blog Pessoal
sábado, 6 de julho de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Estou formada, trabalhando, namorando... não estou feliz. Por que? Eu não sei. Eu acho que não estou fazendo diferença no mundo. Penso em fazer algum trabalho voluntário... na verdade, penso até em largar tudo e ir só fazer trabalho voluntário. Também não estou muito feliz com trabalhar... não é como eu imaginava. Também pensei em largar tudo pra ir trabalhar só com o que eu gosto. Seria uma vida mais dificil, eu acho. Eu olho para mim, com tantos problemas e tomando tantos remédios... só 23 anos e tomando tantos remédios. Eu vejo que sou um fracasso evolutivo. Tudo bem, não vou ter filhos. Vou poupar a humanidade das minhas características ruins. Gostaria que fosse só fazer um acordo com a vida para ela parar de me lembrar que eu não sou bem adaptada.
domingo, 18 de abril de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
A Psiquiatra
Acabei de voltar da psiquiatra. Até que ela parece legal. Não tinha nada de esquisito no consultório dela, além das cadeiras com design "moderno". Ela parece simpática, com alguma semelhança carioca no jeito de falar.
Ela me perguntou o que estava me incomodando e eu falei tanto que estava atropelando os pensamentos. Estava com medo de não falar alguma coisa. Falei de uns 3 problemas diferentes (pra mim, eram 3 e eram diferentes) enquanto ela me perguntava outras coisas pra ficha. Ao fim de tanto esforço pra eu tentar dizer tudo o que me incomodava, ela me receitou um, apenas UM remédio. Eu realmente estava com medo d0s remédios, mas acho que fiquei decepcionada com uma receita tão curta. E nem é litio! Agora vou ficar tomando uma dose ridícula por um tempo pra ver se não vou ter alucinações ou convulsões.
Interesante que a bula diz que a superdosagem faz a pessoa desmaiar e entrar em coma, ou algo assim... Fiquei pensando... Será que o troço não mata nem se você tomar a cartela toda ou será que eles não dizem que mata pra ninguém gostar da idéia e tentar? Hum...
Bom, é só isso... Ela disse que só devo sentir algo daqui a uma semana, então depois eu posto o que eu estou sentindo. A menos que eu tenha uma convulção ou alucinação, é claro xD hauahuaa
Ela me perguntou o que estava me incomodando e eu falei tanto que estava atropelando os pensamentos. Estava com medo de não falar alguma coisa. Falei de uns 3 problemas diferentes (pra mim, eram 3 e eram diferentes) enquanto ela me perguntava outras coisas pra ficha. Ao fim de tanto esforço pra eu tentar dizer tudo o que me incomodava, ela me receitou um, apenas UM remédio. Eu realmente estava com medo d0s remédios, mas acho que fiquei decepcionada com uma receita tão curta. E nem é litio! Agora vou ficar tomando uma dose ridícula por um tempo pra ver se não vou ter alucinações ou convulsões.
Interesante que a bula diz que a superdosagem faz a pessoa desmaiar e entrar em coma, ou algo assim... Fiquei pensando... Será que o troço não mata nem se você tomar a cartela toda ou será que eles não dizem que mata pra ninguém gostar da idéia e tentar? Hum...
Bom, é só isso... Ela disse que só devo sentir algo daqui a uma semana, então depois eu posto o que eu estou sentindo. A menos que eu tenha uma convulção ou alucinação, é claro xD hauahuaa
quarta-feira, 3 de março de 2010
Resumo das Férias
Bom, depois de muito tempo sem postar, vamos voltar com isso... Parei de ir no psicólogo que eu ia ano passado. Isso foi antes das férias. Durante as férias fiquei mais surtada do que nunca o que se mantém até agora. Amanhã eu vou numa psiquiatra. Acho que ela vai me receitar uns remédios e dai eu vou ter que observar como eu estou me sentindo. Atualmente eu estou me sentindo bem mal, então não deve ser difícil de sentir melhora. É isso... vamos ver no que dá.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Farei falta quando morrer?
Uma vez alguém me disse que foi no enterro de um parente e que ninguém gostava da pessoa. Todos foram só por causa da mãe da pessoa, que era a única que estava tendo algum sofrimento com aquilo. Fico pensando se vou acabar assim...
Claro que depois que já morreu, você nunca fica sabendo quem foi ou não no seu enterro. O importante é saber as pessoas que se tem para ir no seu enterro, enquanto se está vivo. Eu posso imaginar algumas pessoas que poderiam se importar alguma coisa, se eu morresse hoje, mas são pessoas que não tem momentos de felicidade, comigo. Nada para sentir a perda. Vejo alguns que poderiam achar triste, mas não sentir que perderam algo. O significado disso, é que não sinto fazer diferença na vida de ninguém, realmente. Por exemplo, essa mãe que era a única que estava se importando alguma coisa com a morte da filha, ela estava triste por ter perdido alguém que tinha o título de filha, mas ,provavelmente, não sentiu a perda, se é que a mulher era tão ruim quanto disseram.
Pra fazer falta pra alguém, não basta alguém sentir que gosta de você. Você tem que realmente fazer alguma coisa para alguém para que a pessoa tenha do que sentir falta. Não acho que eu esteja fazendo nada de bom pra ninguém... Hoje, se não tiverem pessoas jogando pedra no meu caixão, ta bom.
Claro que depois que já morreu, você nunca fica sabendo quem foi ou não no seu enterro. O importante é saber as pessoas que se tem para ir no seu enterro, enquanto se está vivo. Eu posso imaginar algumas pessoas que poderiam se importar alguma coisa, se eu morresse hoje, mas são pessoas que não tem momentos de felicidade, comigo. Nada para sentir a perda. Vejo alguns que poderiam achar triste, mas não sentir que perderam algo. O significado disso, é que não sinto fazer diferença na vida de ninguém, realmente. Por exemplo, essa mãe que era a única que estava se importando alguma coisa com a morte da filha, ela estava triste por ter perdido alguém que tinha o título de filha, mas ,provavelmente, não sentiu a perda, se é que a mulher era tão ruim quanto disseram.
Pra fazer falta pra alguém, não basta alguém sentir que gosta de você. Você tem que realmente fazer alguma coisa para alguém para que a pessoa tenha do que sentir falta. Não acho que eu esteja fazendo nada de bom pra ninguém... Hoje, se não tiverem pessoas jogando pedra no meu caixão, ta bom.
domingo, 27 de dezembro de 2009
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